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Editorial: 

25/11/2015

“São tempos difíceis para saber ler e escrever”, disse algum meme pela internet. Eu adaptaria e diria que são tempos difíceis de ouvir. Está complicado ouvir que família é somente  pai, mãe e filhos, que ação criminosa de mineradora é desastre natural e (algumas) mulheres dizendo que nunca sofreram machismo. 

 

Com uma bancada inteira propagando que vivemos no século...

17/11/2015

 

O jazz é, por excelência, o estilo de música negra aceito pela elite e consagrado pela alta cultura.

Mas eu fui iniciada tardiamente ao jazz - além dos standards que eu conhecia de ouvir em casamentos e formaturas quando criança. Foi só perto dos 20 anos que fui apresentada a discos célebres como Kind of Blue e Blue Train, e figuras como Ella Fitzgerald e Herbie Hancock.

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09/11/2015

Esses dias me peguei pensando sobre a presença dos Beatles na minha vida desde minha infância. Por alguma razão, eu quis cavucar quando foi que ouvi o quarteto pela primeira vez. Será que eu era louca por "Yellow Submarine" ou pulava quando tocava "Hello, Goodbye"? Será que eu dancei "Twist and shout" na formatura da pré-escola sabendo quem era o quarteto? Quando foi que...

02/11/2015

"Pode colocar bandas nos agradecimentos do mestrado?" foi o que perguntei um dia a minha orientadora.

 

Sim, o mestrado é uma escolha. Ao contrário da graduação, a opção por dar este passo na vida acadêmica é mais consciente. Ou deveria. Ou foi assim comigo. Muitos dos meus amigos de faculdade seguiram a carreira acadêmica. Apesar da grande diversidade entre nós, talvez pe...

26/10/2015

 

"Acabou", quem nunca disse ou ouviu essa palavra? Assim mesmo, com esse ponto final, como um  ponto final.
 

Parece que a vida é feita de muitos deles, e tem grandes sábios por aí que afirmam que sem ele, o tal fim, nada recomeça. Para Freud, por exemplo, a castração é fundamental para nossa formação como sujeito. E o que é a castração se não uma espécie de fim? Um freio...

19/10/2015

A primeira vez que ouvi sobre o Gustavo Galo ele era mais um em uma trupe pra lá de numerosa. Na época, um namorado me acompanhava na plateia do show da Trupe Chá de Boldo e apontou para uma das 13 pessoas no palco: “Eu acho que fiz PUC com esse cara”.

 

Seguia um fato que poderia se tornar clichê: Galo era mais um músico que nascia do circuito PUC-USP e afins, o que faz c...

06/10/2015

​Adesivos na janela, camisetas de banda e coleção de pôsters. Itens que Pedro conservou como símbolos de uma juventude vencida há uns 10 anos mais por orgulho do que saudosismo.
 

Conservar nem é a melhor palavra uma vez que ela descreve o que acontece com peças de um museu ou coisas obsoletas, uma múmia egípcia bem conservada graças aos saberes da antiguidade ou a conse...

28/09/2015

Quem conhece pernambucanos e, principalmente os recifenses, sabe da sua mania de se referir a tudo como o maior da América Latina: a maior avenida da América Latina, a maior concentração de pessoas em uma festa de rua da América Latina (o Galo da Madrugada!) e, para mim, uma das maiores cenas culturais da América Latina: o movimento mangue beat, que ressignificou a músic...

14/09/2015

“Com um punhado de giros nos pedais, a velocidade cresce tanto que a trepidação das rodas contra as pedras da rua se torna quase insuportável. Mas o Ciclista conhece bem aquele trecho e sabe que precisa aguentar os pulsos firmes por mais alguns instantes até que, numa manobra angulosa para a esquerda que pareceria loucura a um ciclista comum, ele salta sobre o canteiro c...

07/09/2015

Quando eu me mudei para o centro de São Paulo pela primeira vez, tudo ficou pequenino. A distância enorme que me separava do resto da cidade, de repente, diminuiu: 5 quarteirões para aquela padaria do croissant divino? Do lado! Ir até a Paulista a pé? Por que não? E chegar a Itaquera? Ah, uma linha só de metrô, rapidinho! Mal lembrava aquela que, um dia, a título de most...

31/08/2015

Eu quase sempre gosto mais das bandas ao vivo. A que ponto? Ao de esperar o lançamento do disco no palco e, só depois, me dedicar àquele produto redondinho no conforto de casa. Nada como ouvir aos acordes ali na sua frente, prestar atenção na alteração (ou não) da ordem das músicas e sentir a emoção dos envolvidos ao, finalmente, tocar ao vivo o que foi levado à exaustão...

17/08/2015

Foi em uma terça-feira, a primeira de julho daquele ano. Era o fim do meu primeiro semestre no mestrado e a culpa me guiou na decisão de não viajar nas férias, uma pilha de bibliografia me esperava, além da pouca grana após alguns meses arcando com os gastos antes da bolsa chegar.
 

Fui a uma hamburgeria com um amigo e, em seguida, uma amiga chegou. Ou foi ao contrário -...

10/08/2015

 

Do meu pai eu herdei essa mania de que a música esteja presente o tempo todo na vida. Minhas lembranças de infância, adolescência e até da fase adulta recuperam sua figura assobiando, cantarolando, encantado com a descoberta do Napster, feliz com as vitrolas que passavam vinis para CDs (até hoje, não entendo o porquê).

 

Eu me lembro de brincar quando pequena com uma col...

03/08/2015

 

Por alguns anos um dos meus melhores amigos foi morar no Rio.

 

O doutorado o levou para a cidade maravilhosa e me fez viajar para lá quase tanto quanto eu viajava até a zona leste para visitar minha família (alguns comentam que o motorista da 1001 já me conhecia pelo nome, mas desminto sempre). Nas semanas em que eu não estava em terras cariocas, o whatsapp vinha para s...

27/07/2015

Eu já tive uma banda. Tá bom...confesso que ela durou um ensaio só. Mas o que vale da experiência é o que contamos dela. Na minha única banda, a Mustang Cor de Sangue, eu tocava meia-lua. Tá certo...confesso que não tínhamos uma meia-lua ainda, mas ela existiria caso tivesse havido um segundo ensaio. O caso é que, neste dia, fiquei incumbida de acompanhar e pensar no rep...

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